O primeiro e único trabalho que assisti do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn foi o enérgico e empolgante Bronson de 2008, que fi...

331 - Drive (Nicolas Winding Refn/2011)


O primeiro e único trabalho que assisti do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn foi o enérgico e empolgante Bronson de 2008, que figuraria fácil em uma lista minha dos melhores filmes realizados no século 21. Ainda estou para assistir o bem comentado Guerreiro Silencioso de 2009, do qual li algumas criticas que o diferenciam bastante de Bronson, com cenas bem contemplativas em meio a um filme que deveria ser ao estilo épico de gladiadores, indo ao oposto do clima enérgico do seu citado filme anterior. Bom, quando li que o próximo filme e estréia em solo americano de Refn seria uma obra de ação com clima oitentista, ainda com um dublê de corridas como protagonista e esse personagem interpretado pelo talentoso Ryan Gosling, pensei: imperdível!

O filme tem data marcada para ser lançado nos cinemas brasileiros em 6 de Janeiro de 2012, mas com uma excelente copia digital rolando a um bom tempo na internet e os comentários elogiosos que venho lendo e escutando foi ficando insustentável a vontade de conferir logo, mas mesmo sem a surpresa de alguns bons momentos, ainda pretendo assistir esse no cinema. Drive é mesmo um ótimo filme, concordo com quase todos que elogiaram, é diferenciado dos filmes considerados de ação ultimamente, até por ter certa lentidão no seu inicio, e trás Gosling em mais um excelente momento. Impressionante como Refn não se furta a fazer longos enquadramentos do ator e mesmo assim não parecer chato, aliás, na verdade o diretor se apropria com qualidade de toda a presença e segurança do ator para dar ao filme o clima misterioso que precisa para segurar a historia até o ponto de ela começar a explodir de forma visceral na cara do expectador.

Na trama, Gosling é o personagem misterioso conhecido como o Motorista (Driver), sem passado aparente e de poucas falas. Ele trabalha de mecânico para um ex-dublê deficiente, enquanto o mesmo lhe arruma alguns trabalhos em filmes e vez ou outra de motorista para mafiosos. Nesse meio tempo ele se envolve com sua vizinha Irene (Carey Mulligan ótima também), mãe de um menino e que o marido esta encarcerado há algum tempo. Nessa passagem do casal se descobrindo, Refn apresenta algumas cenas bem sentimentais, com closes em olhares apaixonados, toques carinhosos e muito sendo contando visualmente, com poucos diálogos. Quando o marido de Irene ganha a liberdade condicional o panorama muda, o homem tem uma divida com a máfia, que o obriga a realizar um assalto para que sua família não sofra as conseqüências. Logo ele pede ajuda ao Motorista, que afeiçoado à moça e ao garoto não lhe nega, mas o desfecho do golpe acaba colocando o Motorista em rota de colisão contra os criminosos.

Nessa segunda metade do filme, a verdadeira faceta do protagonista é revelada, tornando o filme que até o momento era lento em uma obra daquelas que o público se ajeita na poltrona para não perder ou se distrair com nada. Por fim, diria que em Drive o diretor mesclou o estilo de Guerreiro Silencioso com o de Bronson e conseguiu fazer isso com sucesso,  tendo um resultado bem satisfatório. Cometendo assim um filme bem violento, com cenas extremamente verossímeis de tão cruas e outras sensacionais de corridas feitas no braço, sem uso de CG, mas em contrapartida e de forma até inteligente, lança mão de outras seqüências de lutas bem surreais e estilizadas, que acabam funcionando muito bem, dando ao filme um tom mais cinematográfico e merecendo a alcunha de notável. 


7 comentários:

Amanda Aouad disse...

Parace mesmo interessante.

Esse eu estou deixando pra ver no cinema mesmo. Bom saber que a estreia é em 6 de janeiro.

Bom filme, mesmo. É um filme mais para ser sentido.

De todas as cenas, a melhor de todas é, na minha humilde opinião, a cena do elevador. Drive, o motorista, que se apaixonou por Irene e nunca teve chance de se declarar a ela, fica dividido naquela momento... fica como se ele tivesse pensando consigo: ''esse cara está aqui para nos matar, e eu tenho que matá-lo aqui mesmo antes que ele faça algo... mas se eu fizer isto, perderei de uma vez por todas o amor de Irene... venha, minha garota, um último e primeiro beijo antes da nossa despedida.'' E assim sucede: Irene se choca com a cena e vai embora. Demais!

Já leu meu texto pra ele, lá no Pudim?

Abs!

J. BRUNO disse...

Mai uma boa dica!
Celo seu blog ainda vai me deixar louco, confio demais na sua opinião sobre os filmes e cada vez que você faz uma crítica positiva da vontade de ver aquele filme naquele momento mesmo... estou com uma quantidade enorme de filmes para assistir e a cada dia este número aumenta, a lista de prioridades também vai aumentado à medida que vou lendo sobre outras obras!
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Pode estar certo teu blog é um de meus referencias! Forte abraço amigo!

Celo Silva disse...

Amanda, sim, mais do que interessante;

Ailton, gostaria de ser paciente como vc, mas a ansiedade é um dos meus maiores maus..heheh;

Victor, sim! Essa é uma das melhores cenas mesmo, emocionante demais, vou la conferir teu texto;

Bruno, obrigado pela credibilidade, é a interação com pessoas como vc que me estimula a escrever;

Grande Abraços a Todos!

Júlio Pereira disse...

Acho que sou um dos poucos da resistência que não assistiram o Drive pela net. Espero ver no cinema. Talvez porque não fiquei eletrizado com o trailer. Sim, só vem recebendo críticas fantásticas, tem o Ryan Gosling (meu ator favorito de sua geração), mas não despertou aquele sentimento incontrolável de ansiedade. Verei mais pelo Gosling e pelas ótimas críticas. Sobre "O Guerreiro Silencioso", você pode conferir a crítica dele no Lumi7, por Iohasson Mello: http://www.lumi7.com.br/2011/09/um-olhar-sobre-o-seculo-xxi-valhalla.html

Abração!

Celo Silva disse...

Julio, valeu pela visita meu caro, ainda quero conferir DRIVE no cinema, mas realmente a ansiedade me venceu. Tb gosto muito de Gosling, vou passar la no Lumi7 para conferir o texto do GUERREIRO SILENCIOSO. Abração!