Contar muito da trama de Ricky é até um pecado, porque quem se predispor a assistir a esse ótimo filme do cineasta francês François Ozon ...

334 - Ricky (François Ozon/2009)

Contar muito da trama de Ricky é até um pecado, porque quem se predispor a assistir a esse ótimo filme do cineasta francês François Ozon deve se surpreender e se emocionar com as belas surpresas que essa obra pode proporcionar. Usando de uma historia até simples, envolvendo o nascimento de uma bela criança que logo começa a apresentar algumas mudanças físicas e também no seu comportamento, o diretor cria uma obra única, que flerta com o cinema fantástico, com traços de suspense e drama, mas sem ter sua comicidade, embalada ainda pelos sentimentos maternais e a ligação bem particular que somente uma mãe pode ter com seu filho.
                                                                                                                   
Assim como em outras realizações suas, Ozon restringe muito do seu filme a quatro paredes (apesar de algumas das melhores seqüências acontecerem nas poucas externas). Inicialmente ele mostra todas as dificuldades e desafios que um bebê pode trazer com sua chegada e sem demoras ele coloca um conflito entre Katie (Alexandra Lamy), a mãe da criança e Paco (Sergi Lopez), o pai de ascendência espanhola, que faz com que o homem a abandone e torne a mãe mais reclusa ainda com o menino e a outra filha mais velha, que ainda criança não aceita muito a chegada do irmão. Temos um inevitável quadro dramático formado, mas quando as mudanças começam a surgir em Ricky parece que todo um leque de bonança se abre para a família, fazendo até o pai voltar para o lar ou mesmo ganharem algum dinheiro na loteria.

Ricky é um filme curto (85 minutos), daqueles que diz logo ao que veio, o que parece ser recorrente na carreira de Ozon e me agrada bastante a maneira que o diretor consegue sintetizar seus temas. Sem muitos rodeios ele cria uma historia emocionante na medida, com cenas tocantes, principalmente as do epílogo, e que são de uma beleza exultante. Esse pode não ser o melhor trabalho do diretor, que apenas destoa na estranha seqüência inicial que talvez tenha sido feita para confundir mesmo, mas é inevitável não se sentir no mínimo resignado ao final desse belo filme.


6 comentários:

renatocinema disse...

François Ozon me conquistou com Sitcom - Nossa Linda Família.

Vou tentar assistir essa dica e ter minha visão sobre a obra.

Abraços

Ainda não assisti, mas Ozon sempre vale a pena.

O Falcão Maltês

Hugo disse...

De Ozon assisti apenas "8 Mulheres".

Este trabalho apesar da curta duração, parece ser interessante.

Abraço

Celo Silva disse...

Renato, veja sim é um filme muito bonito, ainda não vi esse q vc citou, mas quero assistir tds desse diretor;

Antonio, Ozon é bom demais, ainda não vi um ruim;

Hugo, mais do que interessante, descubra a filmografia desse diretor, 8 Mulheres é otimo.

Abs a Tds!

Acho RICKY inferior a O REFÚGIO e superior a POTICHE. Mas se a gente pegar os três filmes vai ver que são muito diferentes entre si. Ainda estou pra descobrir qual é a do Ozon. hehe. Quanto a cena do lago em RICKY, ela realmente impressiona.

Celo Silva disse...

Ailton, é verdade, são diferentes entre si, mas mesmo assim são otimos filmes, tb acho POTICHE inferior aos outros, mas mesmo assim ainda gosto muito.