Uma das obras mais incensadas da carreira de Mel Brooks como diretor é esse O Jovem Frankenstein . Apesar de ter realizado 12 filmes, Brook...

301 - O Jovem Frankenstein (Young Frankenstein/Mel Brooks/1974)

Uma das obras mais incensadas da carreira de Mel Brooks como diretor é esse O Jovem Frankenstein. Apesar de ter realizado 12 filmes, Brooks se especializou em sátiras de gênero como Banzé no Oeste e SOS, Tem um Louco solto no Espaço, filmes divertidos, como esse, mas nada mais que isso. O humor do diretor é bem peculiar, voltado para piadas sarcásticas e talvez por isso não seja tão abrangente o seu tipo de comédia, que assim como angaria fãs, também tem sua legião de detratores. Não dá para dizer que sou fã do seu cinema, mas respeito, principalmente em A Última Loucura, que considero bem notável.

O respeito pelo diretor e a curiosidade de ver a obra clássica de Mary Shelley adaptada em uma obra que tem como intenção fazer rir é o que motiva apreciar O Jovem Frankenstein, porque o filme por si só não chega a empolgar. Claro que a concepção visual, remetendo aos filmes clássicos do monstro é muito bem construída, principalmente as cenas passadas dentro do castelo do Doutor Frankenstein, concebido aqui por Gene Wilder, o ator fetiche de Brooks, mas diferente de Banzé no Oeste, Spaceballs ou até mesmo em Drácula - Morto mas Feliz as piadas do gênero não encaixam tão bem, principalmente uma super sem graça envolvendo o nome do protagonista.

Na visão de Brooks para o texto clássico, o neto do Dr. Frankenstein herda o castelo e as experiências do avô, mas cético em relações aos experimentos de seu antepassado resolve imprimir uns dos estudos dele, ressuscitando um cadáver que viria a ser o seu monstro (Peter Boyle), só que dessa vez um cérebro “anormal” é usado por engano na criatura. A obra tem até boas cenas, principalmente as que o monstro em fuga se refugia na casa de um sujeito cego ou uma outra como apresentação no estilo Broadway em que a criatura dá um show de sapateado, rendendo algumas das poucas seqüências realmente engraçadas. O Jovem Frankesntein não é ruim, diria que esta mais perto de bom, mas não rende risadas verdadeiras, por isso não empolga, talvez as piadas funcionassem mais em 1974 ou seria essa uma das comedias que são feitas para não fazer rir? Alias, será que filmes de comédia para serem bons necessariamente têm que fazer rir? 


7 comentários:

Maxwell Soares disse...

O jovem Frankenstein - fantástico. Lembro-me de tê-lo visto pelo menos umas 4 vezes. E, acredite, sempre me surpreendo. O início do filme é tremendamente engraçado. Fique com saudade, Celo. Talvez encontre um tempo para quem sabe revê-lo. Este é um filme que preciso ter em casa. A reflexão sobre o avanço da ciência, dos paradigmas da religião, do homem com poder criacionista. a tentativa de se igualar a Deus é impossível que não façamos este paralelo. Um abraço e até a próxima...

Kamila disse...

Outro clássico que você comenta aqui e que eu nunca assisti....

Elson disse...

Não tem nada a ver com esse post, mas se eu puder te indicar um filme que acabei de ver e é uma produção desse ano é o filme "The woman", um surpreendente thriller de horror, que lembra por vezes o igualmente sensacional "Martyrs".

Celo Silva disse...

Maxwell, parece q vc gostou mesmo do filme, não me senti tão envolvido assim, mas talvez precise de uma revisão, mas não da para dizer q vai ser logo...;

Kamila, é um classico mesmo, vai q gosta;

Elson, rapaz, dei uma olhada aqui e me interessou, ja to baixando! Vlw pela dica, depois volta para ler o coment q farei dele, fds é bom para Terror...hehehe

Abs a Tds!

Acho o melhor filme de Mel Brooks, um comediante que nunca me empolgou o suficiente.

O Falcão Maltês

Já estou te seguindo e coloquei o teu link lá no Gilberto Cinema. Parabéns pelo blog.

Celo Silva disse...

Antonio, acho q gosto mais de Banzé no Oeste e A Ultima Loucura, Brooks tb não me empolga muito;

Gilberto, vlw cara! Tb curti teu espaço, espero podermos interargir mais!

Abs!