Em um passado nem tão distante assim as locadoras de vídeo mandavam na distribuição de filmes e muitas obras que saiam exclusivamente para h...

285-286 - Dois Filmes de Ação

Em um passado nem tão distante assim as locadoras de vídeo mandavam na distribuição de filmes e muitas obras que saiam exclusivamente para home-video eram conhecidas e divulgadas somente nesses estabelecimentos, que hoje em dia soam cada vez mais retrós ou nostálgicos. Saudosismos a parte, um dos carros-chefe das locadoras eram os filmes de ação, alugados frequentemente e por qualquer tipo de publico, desde pré-adolescentes, passando por casais, grupo de amigos  e culminando em senhores de idade que representavam uma boa fatia desse bolo. Afinal, durante um bom tempo a maior diversão que se tinha era curtir um bom filme de ação, que assim como as locadoras, parecem em extinção, devido à falta de action-heros convincentes ou de apelo para o grande público, cada vez mais acostumado a adaptações de Hqs e remakes. Esses dois recentes exemplares que comentarei abaixo fariam sucesso facilmente em locadoras ou até no cinema há uns anos atrás e ainda tornaria seus protagonistas em astros:

- 12 Rounds (Renny Harlin/2009)

Realizado por um diretor que filmou muitos filmes de ação, como Duro de Matar 2 com Bruce Willis e Risco Total com Stallone, 12 Rounds é um triller de ação que almejava lançar o grandalhão John Cena como action-hero, uma espécie de novo Schwarzeneger, até pela semelhança física também. Claro que o ator não tem o carisma do ex-governator, mas consegue segurar bem a historia do sujeito que tem que passar por 12 desafios para reaver a esposa que foi seqüestrada por um criminoso que ele colocou nas grades há  tempos atrás. Nada mais clichê, nê? Mas Renny Harlin constrói um filme de ação ininterrupta que não soa chato, remetendo muitas vezes ao Duro de Matar, criando ainda aqueles impasses entre policiais locais e os do FBI que chegam para assumir o caso, além de mostrar uma seqüência extremamente tensa e bem realizada dentro de um ônibus. Foi exibido nos cinemas nos EUA, tendo uma bilheteria razoável de algo em torno de 6 milhões de dólares no primeiro final de semana, mas não passou perto de nenhuma sala por aqui, sendo relegado as locadoras sobreviventes ou a um download;

- Quebrando Regras (Never Back Down/Jeff Wadlow/2008)

Lançado um pouco antes do Karate Kid do filho de Will Smith, esse filme é uma clara referencia a historia do mestre e aprendiz, produzido talvez até na intenção de entrar na onda do mesmo, mas claro que é uma versão muito mais anabolizada e menos sensível. Protagonizado por atores conhecidos de series adolescentes como Sean Faris e Cam Gigandet (que fez um dos vampiros “maus” do primeiro Crepúsculo), ainda tem a ilustre presença de Djimon Houson como o Mestre de MMA que treinou com a família Gracie no Brasil, que é apresentado no filme com um dos países mais respeitados nas artes marciais, o que não deixa de ser uma verdade. Com lutas extremamente bem coreografadas, que mostram com qualidade a técnica e a violência do MMA, Quebrando Regras mesmo não sendo nenhum primor tem uma pegada jovem muito boa, personagens carismáticos e talvez não fizesse feio no cinema por aqui. No final de semana de estréia americano teve quase 9 milhões de dólares de bilheteria, feito notável para um filme que custou 20 milhões, mas por aqui nem deu as caras no cinema, assim como 12 Rounds somente em locadoras ou na rede;

Hoje em dia os filmes de ação parecem que viraram produções malditas, relegados a amantes do gênero e sendo mal visto por muitos cinéfilos que os consideram lixo. Claro que o gênero tem sido reformulado vez ou outra, mas mesmo assim somente em superproduções que em sua maioria usam e abusam de CG. Mesmo não carregando grandes atuações ou temas extremamente importantes, o gênero no final dos anos 70 e nos anos 80 ajudou a definir o cinema como diversão e catapultou o home-video. Deveria ser visto com mais importância e tenho que assumir que sinto falta de Stallone, Schwarzeneger, Van Damme e seus contemporâneos (e das locadoras também!). Pode parecer fora de moda, mas divertiram a vida de muita gente.



9 comentários:

alan raspante disse...

estou com quebrando regras em casa, mas tenho uma preguiça de conferir... quem sabe em uma hora (bastante) ociosa...

renatocinema disse...

Gosto do estilo de Ronin quando é ação.

Mas, esses podem ser boas opções.

Celo Silva disse...

Alan, é um filme q até passa rapidinho, fast food...hehe;

Renato, Ronin é superior a esses, até por ter atores melhores, mas esse valem por diversão despretensiosa e escapista;

Abs!

Saudosos tempos! Lembro que eu ia à locadora e às vezes levava uns 5 filmes pra ver em um final de semana (até hoje eu não sei como conseguia isso, mas também o tempo de moleque é bem mais vago...). Afinal, se pegasse 5 filmes na sexta, só devolvia na segunda! No meio desses filmes obviamente sempre tinha alguma pancadaria, tipo Steven Seagal ou Jean Claude Van Damme. Perdi as contas de quantas vezes vi "O Grande Dragão Branco". Fora os atros maiores, como Stallone e Arnoldão. Só não tenho mais saudade ainda porque hoje vejo filmes de qualidade muuuuuito superior àqueles. De qualquer forma, fizeram parte do tempo em que tomei gosto pela sétima arte.

Kamila disse...

Nunca assisti a estes filmes e olha que eu adoro filmes de ação! rsrsrs

O segundo chega a ser chato, mas o primeiro é muito divertodo. Burro, idiota, clichê, e etc, mas muito divertido... e o melhor de tudo é que é um filme descompromissado, consientemente.

Abs!

Celo Silva disse...

Fabio, alugava tanto filme em locadoras q com 15 anos fui convidado para trabalhar em uma, ai foi o paraiso, pois podia assistir os filmes de graça! Hahaha...Tb assisti O GRANDE DRAGÃO BRANCO diversas vezes e KICKBOXER tb, q cheguei a conferir a primeira vez no cinema! Eram outros tempos...

Kamila, então de repente tem duas opções razoaveis ai...hehe

Victor, exatamente o clima de 12 ROUNDS esse, mas até q gosto de QUEBRANDO REGRAS tem uma pegada jovem otima, como os antigos filmes e luta ou remetendo ao primeiro KARATE KID.

Abs a Tds!

Bela defesa do gênero, Celo. Mas confesso que na época do VHS eu era um dos que tinha preconceito com os selos da América Vídeo. hehe. Sò depois foi que fui passar a valorizar um Van Damme, por exemplo. Depois que ficou decadente e parou de ter filmes lançados no cinema. Charles Bronson é outro que uma espécie de herói pra mim.

Celo Silva disse...

Ailton, tb curto Charles Bronson, durante muitos anos DESEJO DE MATAR foi um dos meus filmes de cabeceira...hehehe