Em época de remakes, na suas maiorias ruins, eis que surge o totalmente despretensioso A Hora do Espanto , dirão que respeita bastante o ori...

270 - A Hora do Espanto (Fright Night/Graig Gillespie/2011)

Em época de remakes, na suas maiorias ruins, eis que surge o totalmente despretensioso A Hora do Espanto, dirão que respeita bastante o original. Como sempre achei o de 1985 meio mais ou menos e não era um dos meus filmes queridos de infância, digo que essa versão assinada por Graig Gillespie, do ótimo Garota Ideal de 2007, consegue ser superior, mantendo a mesma pegada cômica com momentos de tensão que geram alguns sustos, mas com o diferencial de possuir bons atores como Anton Yelchin, Tony Collette e Collin Farrell, que dá um show como Jerry, o vizinho vampiro, além do sempre engraçado Christopher Mintz-Plasse.

A historia a maioria conhece e não muda quase nada, com poucas adaptações, narra as peripécias do mesmo Charley Brewster (Anton Yelchin), garotão que mora com a mãe (Toni Collette) e namora uma gatinha fogosa (Imogen Poots). Tenta perder a virgindade com a menina enquanto foge do ex-amigo mega nerd (Christopher Mintz-Plasse) que acredita que o vizinho de Charley é um vampiro sanguinário. O diretor não demora a armar o cenário para as investidas do vampiro Jerry contra a família e os amigos do rapaz. Tudo é bem acelerado, mas consegue manter a atenção do expectador, principalmente quando entra em cena o mágico popstar Peter Vincent (David Tennant), um sujeito picareta que se revela um profundo conhecedor da mitologia dos vampiros e que inevitavelmente vai ajudar Charley.

Hora do Espanto pode parecer tentar entrar na onda recente dos filmes de vampiro iniciado pela Saga Crepúsculo, mas pode funcionar também como um antídoto para a serie baseada nos livros de Stephenie Mayer, que em vários momentos é zombada durante o filme. O destaque principal sem duvida é o vampiro de Collin Farrell, que parece se divertir o tempo todo, criando uma áurea especial para o personagem. Claro que o filme pode ter um momento falho aqui e acolá, como a seqüência logo após o epílogo, totalmente desnecessária, o 3D se apresenta bem fajuto, como a maioria, mas no final o filme diverte bastante, que é ao que se propõe, alem de ser uma delicia ver vampiros sendo representados como merecem: verdadeiros monstros.

15 comentários:

Eu já estou na situação oposta,Celo. Adoro o longa original, que é um dos meus filmes queridos da infância. Isso me dá um certo receio de ver esse remake. De qualquer forma, sua resenha me deu uma animada.Até!

Rodrigo Mendes disse...

Não sei se vou gostar deste como você amigo. Sou fã do original. Época charmosa o início dos anos 80 que não experimentei a adolescência.

Eu sou da política de que se deve refazer os filmes ruins e não os bons. Mas pode haver esperança se de repente eu curtir esta adaptação, mas não estou 100% animado. Mesmo assim o seu julgamento me deu um upizinho, rs!

Abraço

Celo Silva disse...

Fabio e Rodrigo, sabia q qd postasse esse texto, os fãs do de 1985 não concordariam muito, mas não podia de deixar de expor minha verdadeira opinião. Realmente achei esse melhor q o anterior. Abração!

Bruno Müller disse...

Fala Celso!! Cara, como os outros que comentaram antes, também sou ultra fã do original. É um dos meus filmes de vampiros favoritos junto com Garotos Perdidos, Nosferatu, O Vampiro da Noite, etc. Bom, irei ver este remake com o pé atrás, até porque algumas não me agradaram nem um pouco, principalmente em relação ao personagem Peter Vincent, que no original era um senhor e dava um show a parte, e neste está décadas rejuvenecido. Mas enfim, vou ao cinema de mente aberta e sem esperar muito. Bom post cara XP.
Absss

Maxwell Soares disse...

Queria teu e-mail, irmão. Valeu..
maxwellset@yahoo.es

Celo Silva disse...

Bruno, respeito a opinião de tds, sei q o primeiro FRIGHT NIGHT é bem cultuado, mas fazer o q, não era um dos meus preferidos. Qt ao novo Peter Vincent, o ator David Tennant tb apresenta uma perfomance boa e bem carismatica. Assista e volte para deixar suas impressões ou poste no seu blog q vou lá dar uma conferida. Abração!

Hugo disse...

O sucesso do original ocorreu por se um filme que não se levava a sério. Mesmo com cenas fortes, o roteiro tinha momentos divertidos, principalmente com o Peter Vincent de Roddy McDowall.

Não confio nestas refilmagens, mas preciso assistir para ter uma opinião e poder comparar com o original.

Abraço

Celo Silva disse...

Hugo, de repente, pode surpreender, esse tb não se leva a serio.

Abs!

Bom texto Celo. É isso aí, vc se juntou a maior parte da crítica que vem saudando este remake como superior ao original. Eu ainda irei conferir, mas tenho mais do que bons presságios.
Abs

Celo Silva disse...

Reinaldo, sabe que nem li sobre esse filme? Mas parece q não ando escrevendo besteiras...hehehe...Vlw pelo elogio, gostei sinceramente do filme. Na espera do seu texto no CLAQUETE para dar aquela conferida nas suas impressões. Abração!

Victor Ramos disse...

Estou para ver esse filme. Gosto muito do filme original, e acho que esse remake tem cara de algo bom.

Abs!

Celo Silva disse...

Victor, acho q vc vai gostar, tem bastante sangue em cena...hehehe...
Abs!

Gabriel Neves disse...

Bacana. Só conhecei o original depois que o remake foi lançado, e estou ansioso para conferir. Já estou seguindo seu blog também e daqui a pouco linko ao meu, adorei teu espaço também!
Abraços!

Celo Silva disse...

Gabriel, obriagado pela visita, sempre q puder estarei conferindo seu blog. Essa versão é bem divertida, vale uma olhada no cinema. Abração!

Carol Machado disse...

Oi Celo, também sou fã do original e confesso que estava um pouco apreensiva em relação ao Remake, mas, depois da resenha fiquei com muita vontade de asistir...Valeu!