“Era uma jovem atraente e tinha pretendentes.   Sua mãe, portanto, ficou desolada ao saber...   que ela se casaria com William Munny,   c...

162 - Os Imperdoáveis (The Unforgiven/Clint Eastwood/1992)


“Era uma jovem atraente e tinha pretendentes.
 Sua mãe, portanto, ficou desolada ao saber...
 que ela se casaria com William Munny,
 conhecido ladrão e assassino...
 homem de temperamento notoriamente cruel e intempestivo.
 Ela não foi morta por ele,
 como sua mãe talvez...esperasse, mas por varíola.
 Foi em 1878.”


Depois de duas bombas em seqüência, somente um filmaço para acalmar os ânimos e trazer um pouco de paz. Os Imperdoáveis é uma obra perfeita, tanto nas atuações e trama, quanto na parte técnica, com fotografia belíssima (ressaltada em alta definição), trilha sonora marcante e reconstituição de época impecável.

O diretor/roteirista/ator Clint Eastwood fecha com chave de ouro a sua relação com westerns e cria uma obra icônica, vencedora de 4 Oscars (Filme, Diretor, Ator Coadjuvante e Edição). Um filme repleto de momentos marcantes, na verdade, acho que praticamente todas as seqüências são perfeitas, com Eastwood talhando o filme com mão de artesão e dando sinais do rumo que daria a sua carreira, com recorrentes boas tramas que mostram relações humanas entre pessoas desajustadas.


Uma realização também de atuações perfeitas e que tem nos diálogos afiados os grandes duelos. Atores como Gene Hackman e Richard Harris, talvez não tenham entregado atuações notáveis depois desse trabalho, confirmando o já conhecido talento que o velho Clint tem para dirigir atores. Morgan Freeman também ganha destaque como Ned Logan, antigo parceiro de matança de William Munny.

Os Imperdoáveis é uma obra – prima que cravou o personagem William Munny no subconsciente cinematográfico e apresentou o lado mais talentoso do diretor, que desde então vem sempre nos brindando com belíssimas obras. Nota 10.


Little Bill Dagget (Gene Hackman):     “Eu não mereço isso.”
                                                           “Morrer assim.”
                                                           “Estou construindo uma casa.”

Willian Munny (Clint Eastwood) : “Merecer não tem nada a ver com isso.”

Little Bill Dagget : “Verei você no inferno, William Munny.”

Willian Munny :     “Agora vou sair daqui!”
                            “Quem aparecer na minha frente vai morrer!”
                            “Qualquer desgraçado que atirar em mim...
                              não mato só ele, mato a mulher dele...
                              todos os amigos dele...
                             e queimo a casa dele!”
                           “É melhor não fazerem nada
                            de ruim com as prostitutas!”
                           “Senão, eu volto e mato todos vocês,
                            desgraçados.”

7 comentários:

Natalia Xavier disse...

Coinscidencia, assisti o filme ontem, rs.
Engraçado perceber que Eastwood sempre traça um determinado perfil típico de seus personagens, quase sempre solitário com um passado que parece as vezes perturbar. Gostei mto desse trabalho, e também da parceria de Morgan com Clint.

Abs!

Obra prima mesmo. Do tipo perene e que cresce de tamanho a cada revisão.

abs

Celo Silva disse...

Natalia, os filmes de Eastwood sempre são carregados em melancolia...mas sem exagerar, trabalhada de uma maneira bem crivel

Celo Silva disse...

Reinaldo, acho q esse foi um dos filmes q mais assisti na vida, mas toda vez parece q é a primeira.

Sou doido para rever este filme, mas queria comprar aquela edição especial dupla em dvd. De preferência com um precinho camarada. A última vez que eu vi foi quando passou no cinema. E pra falar a verdade nem gostei tanto assim. :/ Por isso a vontade de reavaliar.

Celo Silva disse...

Ailton, esse é um filmaç, estranho c não ter gostado...reveja rapido

beto disse...

Vixe, Maria. Filmaço do velho e bom Clint. Um filme que só cresce a cada revisão. Vá rever agora, Ailton!