Difícil escrever um texto sobre Super 8 que não libere spoilers, até porque a proposta da obra escrita e dirigida por J.J. Abrams , de Clo...

210 - Super 8 (J.J. Abrams/2011)

Difícil escrever um texto sobre Super 8 que não libere spoilers, até porque a proposta da obra escrita e dirigida por J.J. Abrams, de Cloverfield e da cultuada serie Lost, e produzida por Steven Spielberg é de segurar o suspense enquanto pode. Como é um filme recém lançado tentarei que saia um texto com o mínimo de revelações que possam estragar o prazer de quem se propuser a uma valida ida ao cinema.

Super 8 é uma deliciosa e despretensiosa aventura juvenil que homenageia um bocado de filmes da década 80, uns dirigidos por Spielberg, outros não, tanto que a trama é ambientada no inicio dos anos 80, mas também não deixa de fazer referencia aos filmes de zumbi criados por George Romero, tanto que o grupo de amigos protagonista da obra prepara um filme amador, filmado em câmera Super 8 para um festival. A trupe parece saída de filmes como Os Goonies ou Conta Comigo, liderados pelo aspirante a diretor, o gordinho Charles (Riley Griffiths), que tem uma família desgovernada digna de River Phoenix em  Viagem ao Mundo dos Sonhos e seu assistente de produção Joe (Joel Courtney), um sensível garoto que perdeu a mãe recentemente e que não faria feio como o personagem de E.T, ainda temos Cary (Ryan Lee), um personagem com o mesmo carisma dos criados por Corey Feldman e com fixação por explosivos e a menina da turma, Alice (a bela e talentosa Elle Fanning).

O diretor J.J. Abrams segura o suspense e o segredo da historia ao maximo, que tem inevitável tom fantástico, é claro, e como se era feito em muitas produções oitentista, as vezes por falta de recursos, mas que costumava funcionar. Em paralelo ao fio principal da trama, temos um drama familiar, tão comum aos filmes dirigidos por Spielberg, protagonizado por Joe e o seu pai (Kyle Chandler, da serie de TV Friday Night Lights) que é o exemplo de retidão moral, mas que não consegue entender o filho, sendo assim mais uma referencia ao cinema de Spielberg. Temos também a experiência do primeiro amor e a reconciliação de pessoas que se separaram após uma tragédia. A inserção da subtrama da realização do filme em Super 8, acaba criando outras referencias ao cinema de terror, como maquiagem, maquetes cenográficas e aproveitamento de cenas reais para engrandecer a obra.

Super 8 não chega a ser um primor de narrativa, nem emocionar como deveria, algumas cenas produzidas sob medida para o intento, não funcionam e quando parte  do mistério se revela, o filme perde um pouco da força, tendo até algumas soluções mal engendradas. Por outro lado, tem uma deliciosa áurea saudosista, com momentos divertidos, atores mirins carismáticos e boas seqüências de ação, como a do descarrilamento de um trem aonde se da inicio a trama. Vale uma ida ao cinema, mesmo que para lembrar como eram feitos os filmes nos cada vez mais distantes anos 80.

14 comentários:

Kuki Bertolini disse...

Celo,adorei teu post.O Laércio tá com planos de escrevê-lo também.Sabe que eu curti muito o filme,mas sinto que ficou devendo algo.A cena do descarrilhamento foi perfeita,adorei.E realmente faz despertar uma saudade dos filmes oitentistas(todos os que vc citou eu vi e revi muitas vezes).Mas apesar de tudo,acho que a produção do filme foi feliz,mas acho que deveriam ter explorado mais a parte em que o grande mistério é descoberta. Enfim,um filme bom.Se eu fosse dar uma nota,seria 7,5. É uma nota justa,ao meu ver,pois a proposta apresentada no trailer deixou um pouco a desejar no filme em si.Confesso que eu esperava um pouco mais,mas gostei assim mesmo.Grande abraço,Celo!! Ótimo post!! =D

Celo Silva disse...

Kuki, concordo com o q vc disse, acho q a trama acaba fazendo muitos rodeios e perdendo um pouco a boa fluencia, roda tanto para liberar o misterio e qd libera é pouco explorado, mas memos assim é um filme bom, que com certeza vai agradar quem curtia os filmes dos anos 80. Obrigado pelo seus comentarios sempre relevantes. Grande Abraço!

Estou com vontade de vê-lo, mas nesse fim de semana não vai dar. Fica para o próximo! Tenho a sensação de que vou gostar do filme, pois era garoto nos anos 80 e todos esses filmes citados fizeram parte da minha formação. Gostei do texto! Abraço!

Celo Silva disse...

Fabio, é um filme legal mesmo, vale uma olhada. Comente para depois poder ler. Grande abraço.

alan raspante disse...

Vou ter que ver no cinema xD

pudimdecinema disse...

Esse é um dos mais aguardados por mim neste ano. Espero coisa boa.

Abs!

Celo Silva disse...

Alan e Pudim, vejam! Vale uma olhada sim.

beto disse...

Estou doido para assistir este filme. E se lembra os anos oitenta, mais uma razão.Tempo em que os efeitos eram instrumentos secundários e não principais num filme.

Celo Silva disse...

Beto, frisou bem isso, hj muitos filmes se preocupam apenas com o show visual, Super 8 vale uma olhada.

leandroaleixo disse...

Parece ser bom,mais ainda nao vi!! quero ver..vlwlw.adorei seu blog!

natalia disse...

Gostei tanto desse filme, mesmo sabendo que seu roteiro nao tem nada demais. Mas deve ser o ar saudosista que vc citou mesmo, rs...

Abs!

Marcos Rosa disse...

Escrever sobre este filme sem entregá-lo é difícil mesmo, e vc foi bem. Eu dividiria a película em duas partes: a primeira, enquanto dura o suspense, e é a melhor parte. Já a segunda, quando o segredo é revelado, é mais correria. Porém o filme é legalzinho, vale a pena ver sim.

http://algunsfilmes.blogspot.com/

Celo Silva disse...

Leandro, obrigado pelo elogio e apareça sempre!

Natalia, o saudosismo definitivamente é um dos trunfos de Super 8 mesmo, enconbre alguns escorregões;

Marcos, exatamente, depois q o misterio é revelado, o filme se torna uma historia de resgate, mas consegue manter seu interesse até o final.

Abs a tds!

Carol Machado disse...

Celo, tava fuçando aqui no seu blog e vi esse post, não resisti...rs. Gostei muito do filme, provavelmebte pelo saudosismo. O que mais gostei foi do filme que eles produziram rsrsrs.