Harold ( Bud Cort ) é um jovem rico, sem muitas pretensões e obcecado pela morte, tanto que vive assustando a mãe com situações de suicídio ...

122 - Ensina - me a Viver (Harold and Maude/Hal Ashby/1971)

Harold (Bud Cort) é um jovem rico, sem muitas pretensões e obcecado pela morte, tanto que vive assustando a mãe com situações de suicídio e gosta de frequentar funerais. Maude (Ruth Gordon) é uma senhora libertina, a beira de completar 80 anos e que guarda um diferente e peculiar gosto pela vida, além de freqüentar funerais também. Os dois se conhecem em um funeral e desenvolvem uma improvável amizade, que flui para um mais improvável romance (isso mesmo), mas Maude tem seus objetivos, mesmo que estranhos e que vão influenciar toda a maneira de Harold ver a vida ou a morte.

Ensina – me a Viver é um filme fantástico que dialoga sobre vida e morte. A vida representada pelo jovem Harold e a morte pela senil Maude. Uma obra de excelência em tudo. As atuações brilhantes, principalmente de Ruth Gordon, que equilibra bem transgressão, delicadeza e a senilidade de sua personagem. Bud Cort entrega com qualidade um jovem mimado, com preocupação em chocar e que só entende o sentido e o amor pela vida quando conhece Maude. Uma das cenas mais belas e tocantes é quando Harold se declara para Maude no meio de um ferro – velho e lhe dá um presente, que Maude prontamente joga fora e explica o motivo dizendo que sempre vai saber onde o presente estará, além dessa cena revelar sutilmente o passado de Maude.

Apesar de focar no romance e na dramaticidade das situações, Ensina – me a Viver é uma obra que também tem bons momentos cômicos, principalmente quando a mãe (Vivian Pickles) do rapaz começa a lhe arrumar encontros, para que arrume uma esposa. Outros momentos engraçados se dão pela presença de seu tio (Charles Tyner), um militar extremista e patriota que quer corrigir o rapaz levando – o para a vida militar. As cenas do casal fazendo diversas loucuras, como roubar carros e arvores, além de desafiar e zombar de um policial são ótimas e marcantes, dignas de uma obra – prima.

Não poderia deixar de comentar sobre um outro ponto positivo da produção que é a trilha sonora belíssima com canções de Cat Stevens, que ajudam a contar a história, além de dar o tom certo de algumas cenas. Ensina – me a Viver é um filme obrigatório para quem gosta de cinema de qualidade: melancólico, engraçado, belo e poético; que já entrou para a minha lista de filmes preferidos. Nota 10.

3 comentários:

Luís disse...

Eu realmente não consigo me entender com esse filme. As pessoas acham-no magnífico, ou cômico, ou superinteressante, ou reflexivo - eu o acho bem normal, desses que não chamam a atenção. É claro que isso não tem a ver com a excelente participação de Ruth Gordon, a qual está fabulosíssima; mas o filme em si não me anima, não me agrada, acho-o fabular demais, de situações quase míticas e essa inverossimilhança me incomodou bastante.

O seu texto me convecenria de que é muito bom se eu não já tivesse visto e já tivesse mais ou menos analisado o filme. Penso que ainda cabe uma terceira assistida, vai que eu mudei de idéia em relação a ele...

J. BRUNO disse...

Que pena não poder opinar, ainda não o assisti, um colega de trabalho me passou ele no formato RMVB, mas com um monte de outros filmes para assistir e muitíssimo pouco tempo, este acabou ficando de lado, vou tentar assisti-lo em breve, dai eu volto aqui e comento de novo...

Celo Silva disse...

Luis, acho q mais uma revisão não vai mudar sua opinião, mas respeito sua opinião, acho q foi justamente o clima de fabula q me agradou nesse filme e Ruth Gordon está soberba mesmo;

Bruno, é um filme que vale a pena ser visto, grandes atuações e uma historia bem bonita.

Abs a Tds!